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Cirurgia de ciso: O Que É, Quando Extrair e Como É a

17 de julho de 2026

Cirurgia de ciso: O Que É, Quando Extrair e Como É a

A cirurgia de ciso é o procedimento odontológico para remover o terceiro molar (siso) que não erupcionou corretamente, ficando incluso ou impactado no osso ou na gengiva. É indicada quando há dor, risco de infecção, cistos ou pressão sobre os dentes vizinhos, sempre após avaliação clínica e radiográfica individualizada.

O que é o terceiro molar incluso e por que ele precisa ser removido?

O terceiro molar, popularmente chamado de siso, é o último dente a nascer, geralmente entre os 17 e 25 anos. Quando não há espaço suficiente na arcada, ele pode ficar preso total ou parcialmente sob o osso e a gengiva — condição conhecida como dente do siso incluso ou impactado.

Nem todo siso precisa ser extraído. No entanto, a remoção costuma ser indicada quando há:

  • Dor recorrente ou inflamação da gengiva ao redor (pericoronarite);
  • Cáries de difícil higienização no siso ou no dente vizinho;
  • Pressão que desloca ou danifica os dentes próximos;
  • Formação de cistos ou lesões ao redor da coroa do dente;
  • Erupção em posição inadequada (horizontal, inclinada ou parcial).

O siso impactado, por ficar em posição de difícil limpeza, favorece o acúmulo de placa bacteriana e o desenvolvimento de infecções. Em alguns casos, o dente permanece assintomático por anos, mas o acompanhamento com radiografias é fundamental para monitorar possíveis alterações.

A decisão de extrair depende da posição do dente, da idade do paciente, da relação com estruturas anatômicas (como o nervo alveolar e o seio maxilar) e do histórico clínico. Por isso, o diagnóstico sempre exige avaliação profissional com exame de imagem, permitindo planejar a extração do terceiro molar com segurança e prever o grau de complexidade do procedimento.

Como é feita a cirurgia de ciso?

A remoção do siso é um procedimento cirúrgico realizado, na maioria dos casos, com anestesia local no próprio consultório. Antes de tudo, o cirurgião-dentista solicita exames de imagem — como radiografia panorâmica ou tomografia — para avaliar a posição exata do dente e sua proximidade com nervos e outras estruturas.

De forma geral, o passo a passo envolve:

  1. Anestesia local para garantir conforto durante todo o procedimento;
  2. Acesso ao dente, que pode exigir uma pequena incisão na gengiva quando o siso está coberto;
  3. Remoção óssea ou seccionamento do dente, em casos de siso impactado, para facilitar a retirada sem forçar estruturas vizinhas;
  4. Extração do elemento e limpeza do alvéolo;
  5. Sutura, quando necessária, para favorecer a cicatrização.

A duração varia conforme a complexidade. Sisos totalmente erupcionados são retirados rapidamente, enquanto dentes profundamente inclusos demandam técnica mais elaborada. Em situações de maior complexidade, pode-se optar por sedação, sempre planejada individualmente.

No Instituto Luiz Odontologia, em Curitiba, a equipe conta com dentistas especializados e mais de 28 anos de experiência, priorizando um planejamento detalhado para tornar a intervenção mais previsível e segura. Quando o siso está relacionado a reabilitações mais amplas, o caso pode ser conduzido em conjunto com áreas como a reabilitação oral. O importante é seguir todas as orientações da equipe, tanto no pré quanto no pós-operatório.

Como é a recuperação da cirurgia do siso?

A recuperação da cirurgia do siso costuma durar de alguns dias a duas semanas, dependendo da complexidade da extração e da resposta individual de cada paciente. Nas primeiras 24 a 72 horas, é comum haver inchaço, desconforto e, às vezes, um leve sangramento — sintomas normais do processo de cicatrização.

Algumas orientações ajudam a tornar o pós-operatório mais tranquilo:

  • Aplique compressas frias no rosto nas primeiras horas para reduzir o inchaço;
  • Prefira alimentos frios e pastosos, como sopas mornas, purês e sorvetes, nos primeiros dias;
  • Evite esforço físico, sol intenso e calor local nas primeiras 48 horas;
  • Não faça bochechos vigorosos nem use canudo, para não deslocar o coágulo;
  • Mantenha a higiene bucal com cuidado, evitando a área operada até liberação;
  • Não fume nem consuma álcool, pois atrasam a cicatrização.

Os medicamentos prescritos — analgésicos, anti-inflamatórios e, em alguns casos, antibióticos — devem ser tomados conforme a orientação do dentista. É importante estar atento a sinais de alerta, como dor intensa que aumenta após o terceiro dia, febre ou pus, que podem indicar complicações como a alveolite (inflamação do alvéolo).

A remoção dos pontos, quando há sutura, geralmente ocorre em cerca de 7 a 10 dias. Cada organismo cicatriza em um ritmo, por isso o retorno para acompanhamento é essencial. Seguindo as recomendações, a maioria dos pacientes retoma as atividades normais em poucos dias.

Quais os riscos e cuidados da extração do terceiro molar?

Como todo procedimento cirúrgico, a extração do terceiro molar envolve cuidados específicos para minimizar riscos. Quando bem planejada e realizada por profissional habilitado, as complicações são pouco frequentes, mas é importante conhecê-las.

Entre as possíveis intercorrências estão:

  • Alveolite: inflamação dolorosa do alvéolo quando o coágulo se desfaz precocemente;
  • Infecção local, geralmente controlada com higiene e medicação adequadas;
  • Sangramento prolongado, mais comum em quem não segue as orientações de repouso;
  • Alteração temporária de sensibilidade nos lábios ou língua, em casos de proximidade com nervos.

O planejamento com exames de imagem é justamente o que reduz esses riscos, permitindo prever a relação do siso impactado com estruturas delicadas. Por isso, avaliações detalhadas fazem toda a diferença.

Alguns cuidados aumentam a segurança do procedimento:

  • Informe ao dentista sobre doenças, alergias e medicamentos em uso;
  • Realize os exames pré-operatórios solicitados;
  • Programe repouso no dia da cirurgia;
  • Compareça aos retornos para acompanhamento da cicatrização.

Vale lembrar que a remoção do siso não substitui o tratamento de outros problemas bucais. Se houver comprometimento dos dentes vizinhos, pode ser necessário integrar o cuidado com procedimentos como tratamento de canal ou, em perdas dentárias, avaliar futuramente um implante dentário. A avaliação individual é sempre o ponto de partida para definir o melhor caminho, respeitando as necessidades e a condição de saúde de cada paciente.

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Cada caso é único: o diagnóstico e a indicação dependem de uma avaliação clínica individual. Conheça o tratamento de implante dentário e veja também reabilitação oral. Quando quiser, agende uma avaliação com a nossa equipe em Curitiba.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

A cirurgia de ciso dói?

Durante o procedimento, a anestesia local garante conforto e ausência de dor. No pós-operatório, é comum sentir desconforto e inchaço nos primeiros dias, controlados com os medicamentos prescritos pelo dentista. Seguir as orientações reduz significativamente o incômodo.

Quanto tempo demora para se recuperar da extração do siso?

A recuperação costuma levar de alguns dias a duas semanas. O inchaço e o desconforto são maiores nas primeiras 72 horas. A remoção dos pontos, quando há, ocorre em cerca de 7 a 10 dias, variando conforme cada organismo.

Todo dente do siso precisa ser removido?

Não. A extração é indicada quando há dor, infecção, cárie, cistos, pressão sobre os dentes vizinhos ou posição inadequada. Sisos bem posicionados e sem problemas podem ser apenas acompanhados. A decisão depende de avaliação clínica e radiográfica individual.

O que posso comer após a cirurgia de ciso?

Nos primeiros dias, prefira alimentos frios e pastosos, como sopas mornas, purês, iogurtes e sorvetes. Evite comidas quentes, duras, crocantes ou muito temperadas. Não use canudo e retome a alimentação normal gradualmente, conforme orientação profissional.

É possível remover os quatro sisos de uma vez?

Sim, dependendo da avaliação clínica, do estado de saúde e da complexidade dos dentes. Em alguns casos, opta-se por remover em etapas para maior conforto. O planejamento individualizado, com exames de imagem, define a melhor estratégia para cada paciente.

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Conteúdo de caráter informativo, não substitui consulta odontológica. O diagnóstico e o plano de tratamento dependem de avaliação clínica individual. Responsável técnico: Dr. Jaques Luiz — CRO-PR 9149.